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O meu iPhone 3GS

Prelúdio

Comprei um iPhone 3GS e fiquei sem ele, dois dias depois.

A minha esposa perdeu o telemóvel no fim de Junho. Coisas que acontecem, e felizmente era um Nokia básico em que o que se perdeu de maior valor foram os contactos e as fotos. Eu já possuia um iPhone de primeira geração (2G) que adquiri fora de Portugal, mas com o 3GS no horizonte, ponderei o upgrade. Eram significativos os ganhos em relação ao 2G, pelo que planeámos comprar o 3GS para mim e passar o 2G para ela. Gastávamos um pouco mais, mas ficávamos ambos melhor servidos. Entretanto ela desenrascava-se com um dos telefones velhos que temos por casa.

Aqui começou o primeiro problema. O iPhone foi anunciado pela Vodafone e pela Optimus para lançamento mês de Julho, o que aconteceu a 31, último dia do mês. Mesmo assim, só foram anunciados os preços, que os terminais em si só mesmo alguns dias depois.

Ia consultando o site da Vodafone de tempos a tempos para saber as novidades, e no dia do lançamento deu para ver o site a ser actualizado por uma mão invisível. Ora era uma tab com o novo modelo que que era acrescentada à lista, ora era o preço que era alterado (vi o 3GS com 32Gb a 0 euros…), ou o texto que ia sendo modificado. Não vi o site da Optimus na altura, mas suponho que estavam a copiar um pelo outro…

Compra

Quando terminou a cozedura do site, mesmo assim não dispunha de informação de onde o comprar. Fui à lista de lojas, e está tudo muito bem organizado, mas nenhuma loja tem número de telefone. Ao preço que os telefones estão hoje em dia, compreendo bem esta lacuna… O atendimento a clientes também não dispunha de informação acerca da disponibilidade, mesmo a 20c cada chamada…

Tive que ir em peregrinação a algumas lojas ver se tinham o telemóvel, e recebendo um “não” em cada uma delas, mesmo assim tive que repetir o percurso mais umas vezes porque nenhuma tem um contacto directo para poder perguntar sem ter que me deslocar à loja. Numa das vezes (a última) acabei por ser informado que havia a possibilide de fazer uma reserva e que seria contactado assim que chegasse o telemóvel.

Não havia também previsão de quando teriam iPhones 3GS em stock. O habitual “daqui a umas semanas”.

It’s here!

Chegou! Na saída do trabalho passei na loja para levantar o telefone e fazer o novo contrato, e novo problema.

Aparentemente, ser cliente do serviço há 15 anos, os últimos com assinatura mensal, e ter telefone e serviço ADSL em casa há 2, e ter as contas todas em dia não é suficiente. É preciso nova cópia do BI, do NIF, NIB e comprovativo de morada!

Não ando com facturas do gás ou da luz comigo todos os dias, pelo que perguntei se não me podiam facultar uma 2ª via de uma factura deles para servir de comprovativo de morada. A menina riu-se mas disse que não. Perguntei se não era preciso também amostra de sangue ou o meu primogénito mas ela não achou piada.

Round 2, fight

Volto à loja com as cartas que tinha nesse dia na caixa de correio. Gás, água e uma carta do banco. Usou uma delas, e estava quase tudo tratado, excepto o pagamento. Foram cerca de 45min com 3 funcionários da loja em volta do computador a tentar fazer a factura. Aparentemente nenhum deles conseguia colocar o desconto pela compra ser pelo pacote Best 100 e estive à espera 45min para que saísse o papel da impressora para o apanhar e me vir embora.

E tinha ali à minha frente o almejado 3GS. A vontade que eu não tinha de o abrir logo ali e começar a brincar com ele. Coisa que devia ter feito, porque…

…OMG!!1! Avaria!!!

Chego a casa, e abro a caixa. Noto a falta da docking station que vinha no 2G e do pano de microfibra para o limpar, mas sei que já os 3G vinham sem estes acessórios.

Ligo o telefone, meto o cartão, sincronizo com o iTunes pelo último backup do 2G, e está tudo a rolar. O telefone é rápido e parece estar tudo em ordem.

No entanto, noto que o botão de volume não está a 100%. A tecla de mais volume está ligeiramente retraída, e premir não tem o mesmo toque que a tecla de menos volume. Funciona, é certo, mas está meio torta. O meu 2G não tem este defeito. Os 3G dos meus colegas de trabalho também não.

Noto outra coisa. Pousar o telefone na secretária (sobre o pano do 2G, que quero evitar os riscos), faz um som lá dentro. Um “poing” como se fosse uma mola, como se tivesse algo solto dentro. Encostar o telefone ao ouvido e bater com o dedo faz o mesmo efeito. Escusado será dizer que o meu 2G e os 3G aqui à volta também não fazem isto.

São defeitos menores, é certo, mas não são admissíveis num telefone que no fim de 24 meses me custa 1000 euros. São duas pedras num sapato de 300 euros. Cumprem a função, mas incomoda. Nas breves horas que usei o telefone, o resto pareceu-me estar em ordem felizmente.

Mais uma volta, mais uma viagem

Volto a uma loja da Vodafone, desta vez a Action Store no Parque das Nações.

O funcionário nota os defeitos, mas diz que o telefone tem que ir para reparação. Sem telefone 5 a 8 dias, num telefone que tenho há apenas 2.

Não há outra possibilidade, excepto ficar com o telefone para ver se as coisas “se reparam por si próprias”, porque se for para reparação “pode vir pior do que o que foi”. É inadmissível esta última afirmação, mas contenho-me e só quero ver a situação resolvida. Apago todo o conteúdo e deixo lá o telemóvel. Não têm telefones de substituição, excepto modelos básicos. Argumento que quem compra um telefone destes não é apenas para fazer chamadas, mas temos pena. É assim que funcionamos.

A lei do consumidor é uma treta e não nos protege destas situações. São 2 os anos de garantia, mas é omissa quanto a avarias nos primeiros dias. Algumas lojas têm a política de troca ou devolução do dinheiro nos primeiros 15 dias, mas é algo sobre a lei, não é a lei.

Conclusão (até agora)

A sensação que todo este percurso me dá é que parece que não querem vender este telefone. O atraso no mero anúncio dos preços – essencial para a decisão de avançar ou não com a compra. A falta de informação, o apoio ao cliente. Nas sábias palavras de alguém que famoso mas que não me recordo do nome, “never attribute to malice what can be explained by stupidity” ou algo assim.

Além disto, os 20c pelas chamadas para o atendimento a clientes são uma imbecilidade de todo o tamanho.

Pelo que leio por aí, não é assim que a Apple funciona mas eu não comprei o telefone à Apple e tenho que me resignar.

E fico lixado.

PS: É incrível a quantidade de pessoas que pronunciam Apple como “eiple”. Não sei se em alguma parte do mundo é assim que se diz – se calhar só em Portugal, mas sempre pensei que fosse “áple”. Confirmem.

e-Escuelas.ve?

Li no Expresso que Hugo Chavez comprou o Plano Tecnológico a Portugal, para ter computadores baratos feitos em Portugal.

Posso não estar a perceber nada do assunto (é bem provável), mas tinha ideia que estes computadores vêm todos do mesmo sítio (China), além de que vêm todos com o Windows. Então vai comprar computadores que correm software Made in USA, o país do grande satã?

Gostava de ver mais comentários a esta notícia, mas parece-me absurda.

O iPhone por aqui

Eu sei, sou ingénuo.

Tinha esperanças de ver o iPhone com condições melhores às que foram anunciadas ontem pela Vodafone e pela Optimus, mas no fundo sabia que seria mais do mesmo a que já nos habituaram estas empresas.

Ainda considerei a hipótese de despachar o meu iPhone de 1ª geração e comprar um dos novos mesmo ficando agarrado por 2 anos, mas não foi mais do que um exercício de wishful thinking. Estou melhor servido assim, com um iPhone que me foi muito mais barato, pago menos por mês e não tenho fidelização nenhuma.

Coincidência que os anúncios tenham aparecido na mesma altura, e com condições tão semelhantes. Concorrência, qual concorrência? Quem quer, ou paga muito num, ou paga muito noutro.

Só não percebo a diferença preço entre os 100Mb do pacote Windows Mobile Email , por 7,44 euros / mês, com o especial de corrida para o iPhone de 250 por 19,90. Será que quem estiver interessado pode adicionar 2 pacotes de 7,44 para ter 200Mb por 15 euros? Sempre são 5 euros que se poupam…

A galinha da vizinha

Canso-me de ver comentários e leituras catastrofistas de Portugal e dos portugueses.

A sério, canso-me. Tenho a minha dose de queixas, mas não somos um país do terceiro mundo, nem somos os únicos a actuar de forma parva. Desiludam-se: não temos o exclusivo da parvoíce no mundo… Temos umas ovelhas ranhosas, e depois? Vamos abater o rebanho todo?

Há problemas com os camionistas em Portugal? Pois há, mas também os há em Espanha e França pelo mesmo motivo e o modo de actuação é semelhante.

Um dos problemas é que os media nacionais não dão a importância aos problemas miúdos do que se passa nos outros países. É compreensível: são meios de comunicação portugueses, as tricas e os problemas correntes dos outros países não interessam, só quando um acontecimento estrangeiro é importante ou assume maiores proporções é que fica retido no crivo e sai na edição do dia seguinte.

Vejam um noticiário de outro país, leiam jornais estrangeiros (mas não vale comparar o 24 Horas com o El País) e vejam se os problemas desaparecem. Se os estrangeiros fazem sempre tudo bem. Se os outros países estão menos condenados que nós. Se a galinha da vizinha sempre é melhor que a minha.

Versions.app disponível


Já está disponível para download a primeira versão beta do Versions.app, um cliente de Subversion para Mac.

Muito bom aspecto, tanto o site como a aplicação, e vamos lá ver como se porta.

Tenho usado o Mercurial (hg) há uns meses, mas vamos lá “regredir” ao SVN para testar a coisa.

Update: O Gruber já comentou o programa. E não o disse antes, mas é software nacional. Foi-me dado a conhecer há cerca de um ano por um amigo (Olá Pedro L.) que conhece o programador João Pavão da Picodev. Hoje vim a descobrir que trabalho com uma familiar do programador, que como sabia que usava Macs me enviou o link. O mundo é pequeno…