Retorno a casa
Fui hoje buscar o 3GS à Action Store, e além de voltar com os mesmos dois defeitos com que foi, trouxe uns riscos na parte traseira.
No relatório de “reparação”, vinha “actualização de software, restauro, testes ok”. Resposta tipo chapa 5: o software já foi com o 3.0.1 e não há à data actualização possível e o restauro foi de quê exactamente? Quanto aos “testes ok”, se lessem a descrição da avaria poderiam ver que “testes não ok”.
O telefone veio comigo, que outra reparação destas para ficar sem o telefone 5 dias para nada, não obrigado. Mas ficou lá reclamação.
iPhone isto e iPhone aquilo, é diferente e não se pode fazer da mesma forma e o camandro. Mas esta gente pensa que está a vender o menino Jesus? É um telefone, raios partam!
No entanto kudos para o estacionamento de bicicletas à porta.
O meu iPhone 3GS
Prelúdio
Comprei um iPhone 3GS e fiquei sem ele, dois dias depois.
A minha esposa perdeu o telemóvel no fim de Junho. Coisas que acontecem, e felizmente era um Nokia básico em que o que se perdeu de maior valor foram os contactos e as fotos. Eu já possuia um iPhone de primeira geração (2G) que adquiri fora de Portugal, mas com o 3GS no horizonte, ponderei o upgrade. Eram significativos os ganhos em relação ao 2G, pelo que planeámos comprar o 3GS para mim e passar o 2G para ela. Gastávamos um pouco mais, mas ficávamos ambos melhor servidos. Entretanto ela desenrascava-se com um dos telefones velhos que temos por casa.
Aqui começou o primeiro problema. O iPhone foi anunciado pela Vodafone e pela Optimus para lançamento mês de Julho, o que aconteceu a 31, último dia do mês. Mesmo assim, só foram anunciados os preços, que os terminais em si só mesmo alguns dias depois.
Ia consultando o site da Vodafone de tempos a tempos para saber as novidades, e no dia do lançamento deu para ver o site a ser actualizado por uma mão invisível. Ora era uma tab com o novo modelo que que era acrescentada à lista, ora era o preço que era alterado (vi o 3GS com 32Gb a 0 euros…), ou o texto que ia sendo modificado. Não vi o site da Optimus na altura, mas suponho que estavam a copiar um pelo outro…
Compra
Quando terminou a cozedura do site, mesmo assim não dispunha de informação de onde o comprar. Fui à lista de lojas, e está tudo muito bem organizado, mas nenhuma loja tem número de telefone. Ao preço que os telefones estão hoje em dia, compreendo bem esta lacuna… O atendimento a clientes também não dispunha de informação acerca da disponibilidade, mesmo a 20c cada chamada…
Tive que ir em peregrinação a algumas lojas ver se tinham o telemóvel, e recebendo um “não” em cada uma delas, mesmo assim tive que repetir o percurso mais umas vezes porque nenhuma tem um contacto directo para poder perguntar sem ter que me deslocar à loja. Numa das vezes (a última) acabei por ser informado que havia a possibilide de fazer uma reserva e que seria contactado assim que chegasse o telemóvel.
Não havia também previsão de quando teriam iPhones 3GS em stock. O habitual “daqui a umas semanas”.
It’s here!
Chegou! Na saída do trabalho passei na loja para levantar o telefone e fazer o novo contrato, e novo problema.
Aparentemente, ser cliente do serviço há 15 anos, os últimos com assinatura mensal, e ter telefone e serviço ADSL em casa há 2, e ter as contas todas em dia não é suficiente. É preciso nova cópia do BI, do NIF, NIB e comprovativo de morada!
Não ando com facturas do gás ou da luz comigo todos os dias, pelo que perguntei se não me podiam facultar uma 2ª via de uma factura deles para servir de comprovativo de morada. A menina riu-se mas disse que não. Perguntei se não era preciso também amostra de sangue ou o meu primogénito mas ela não achou piada.
Round 2, fight
Volto à loja com as cartas que tinha nesse dia na caixa de correio. Gás, água e uma carta do banco. Usou uma delas, e estava quase tudo tratado, excepto o pagamento. Foram cerca de 45min com 3 funcionários da loja em volta do computador a tentar fazer a factura. Aparentemente nenhum deles conseguia colocar o desconto pela compra ser pelo pacote Best 100 e estive à espera 45min para que saísse o papel da impressora para o apanhar e me vir embora.
E tinha ali à minha frente o almejado 3GS. A vontade que eu não tinha de o abrir logo ali e começar a brincar com ele. Coisa que devia ter feito, porque…
…OMG!!1! Avaria!!!
Chego a casa, e abro a caixa. Noto a falta da docking station que vinha no 2G e do pano de microfibra para o limpar, mas sei que já os 3G vinham sem estes acessórios.
Ligo o telefone, meto o cartão, sincronizo com o iTunes pelo último backup do 2G, e está tudo a rolar. O telefone é rápido e parece estar tudo em ordem.
No entanto, noto que o botão de volume não está a 100%. A tecla de mais volume está ligeiramente retraída, e premir não tem o mesmo toque que a tecla de menos volume. Funciona, é certo, mas está meio torta. O meu 2G não tem este defeito. Os 3G dos meus colegas de trabalho também não.
Noto outra coisa. Pousar o telefone na secretária (sobre o pano do 2G, que quero evitar os riscos), faz um som lá dentro. Um “poing” como se fosse uma mola, como se tivesse algo solto dentro. Encostar o telefone ao ouvido e bater com o dedo faz o mesmo efeito. Escusado será dizer que o meu 2G e os 3G aqui à volta também não fazem isto.
São defeitos menores, é certo, mas não são admissíveis num telefone que no fim de 24 meses me custa 1000 euros. São duas pedras num sapato de 300 euros. Cumprem a função, mas incomoda. Nas breves horas que usei o telefone, o resto pareceu-me estar em ordem felizmente.
Mais uma volta, mais uma viagem
Volto a uma loja da Vodafone, desta vez a Action Store no Parque das Nações.
O funcionário nota os defeitos, mas diz que o telefone tem que ir para reparação. Sem telefone 5 a 8 dias, num telefone que tenho há apenas 2.
Não há outra possibilidade, excepto ficar com o telefone para ver se as coisas “se reparam por si próprias”, porque se for para reparação “pode vir pior do que o que foi”. É inadmissível esta última afirmação, mas contenho-me e só quero ver a situação resolvida. Apago todo o conteúdo e deixo lá o telemóvel. Não têm telefones de substituição, excepto modelos básicos. Argumento que quem compra um telefone destes não é apenas para fazer chamadas, mas temos pena. É assim que funcionamos.
A lei do consumidor é uma treta e não nos protege destas situações. São 2 os anos de garantia, mas é omissa quanto a avarias nos primeiros dias. Algumas lojas têm a política de troca ou devolução do dinheiro nos primeiros 15 dias, mas é algo sobre a lei, não é a lei.
Conclusão (até agora)
A sensação que todo este percurso me dá é que parece que não querem vender este telefone. O atraso no mero anúncio dos preços – essencial para a decisão de avançar ou não com a compra. A falta de informação, o apoio ao cliente. Nas sábias palavras de alguém que famoso mas que não me recordo do nome, “never attribute to malice what can be explained by stupidity” ou algo assim.
Além disto, os 20c pelas chamadas para o atendimento a clientes são uma imbecilidade de todo o tamanho.
Pelo que leio por aí, não é assim que a Apple funciona mas eu não comprei o telefone à Apple e tenho que me resignar.
E fico lixado.
PS: É incrível a quantidade de pessoas que pronunciam Apple como “eiple”. Não sei se em alguma parte do mundo é assim que se diz – se calhar só em Portugal, mas sempre pensei que fosse “áple”. Confirmem.
Lua
Incrível o que fizeram com esta lata velha há 40 anos. Uma autêntica peça de museu…
Ainda não há planos para lá voltar, mas podemos ir planeando a estadia.
Os planos
Deve ser da hora tardia a que dediquei o exercício, mas depois de uns minutos a comparar tabelas, não percebi se compensa mudar o meu plano da Vodafone para um dos planos actualizados.
Gostava que na próxima actualização reduzissem os asteriscos, aumentassem a letra miudinha e as coisas fizessem sentido. Prefiro a comodidade de um pós-pago, mas chateia-me o pacto com o diabo quase é preciso fazer para compreender as coisas, quando comparadas com um pré-pago.
Já lá vão uns anos, mas a operadora Amena em Espanha tinha um bom modelo: as chamadas custam $X, e podes pagá-las em pré-pago ou assinatura. Sem mais coisas mixurucas.
Paranóias
Por causa de alguém que não se quis dar ao trabalho de ir por ao balde do lixo um saco de papel, encerraram a estação do Campo Grande, e por arrasto as duas linhas de metro que serve esta estação.
Suponho que poderia ter sido uma bomba.
Mas por outro lado, suponho que também poderia ter sido um par de botas, um livro sobre Cobol ou um pack de 6 latas de Coca-Cola que alguém se deixou cair enquanto corria para o metro.
Que paranóia. Com isto demorei um tempão a chegar a casa. No Campo Pequeno, onde terminava na altura a linha amarela, havia uma fila de uns 200m para uma paragem de autocarros.
Boo!
gibiti
Estive ontem a brincar com o GarageBand e o meu teclado da M-Audio, que estava ali guardado no armário há já algum tempo.
Saíu-me esta amostra de música. Hoje limitei-me a organizei um pouco as coisas e a gerar o MP3.
Sobre o GB, tem piada, mas parece-me um bocado limitado. Parece-me que faltam coisas simples, principalmente a nível de atralhos com o teclado. Ou isso ou sou eu, que estou habituado a trackers em que se faz tudo com o teclado. A dependência do rato foi uma das coisas que nunca me agradou muito no FastTracker. Não quero recomeçar uma flamewar com 15 anos, mas o modelo do ScreamTracker (e mais tarde do Impulse) sempre foi melhor…
A Time Odyssey
Terminei hoje a leitura do Firstborn, o terceiro e último livro da série “A Time Odyssey” de Arthur C. Clarke e Stephen Baxter.
Adorei a trilogia. Li cada um dos livros como se não houvesse amanhã, o que tendo em conta a história, não foge muito à verdade.
A história tem algumas semelhanças com “A Space Odyssey” (a que pertencem 2001, 2010, 2069 e 3001 – também algures ali na estante), mas são muito ténues.
Não sei qual foi o peso de cada autor nesta trilogia. Algumas partes eram nitidamente Clarke, outras nem por isso, mas não menos interessantes. A próxima encomenda da Amazon deverá trazer alguma coisa de Baxter para ver como se porta a solo…
SAPO

Foi hoje o primeiro dia de uma nova etapa na minha vida profissional.
Entrei hoje para o SAPO, para a equipa de aplicações para plataformas móveis. É uma área que me interessa bastante, e só espero estar à altura do enorme desafio à minha frente.
Só lamento que esta mudança tenha implicado que a minha passagem pela DRI tenha sido tão curta, durando pouco mais de um mês. Espero que tenham compreendido.
Visabeira
Vinha na Visão desta semana um artigo sobre o colosso de Viseu que é a Visabeira. Têm, entre outras coisas, a discoteca The Day After, o centro comercial Palácio do Gelo e o Hotel Montebelo.
Para quem vive na cidade, é difícil não interagir com algo que lhes pertence, de uma forma ou de outra. Mesmo para quem vive no resto do país e estrangeiro, possivelmente já se cruzou com algo pertencente ao grupo.
Não tenho nada contra o grupo, e acho notável que tenham crescido da forma que o fizeram a partir de uma cidade que à partida não seria a mais fácil onde tal acontecesse (ou inversamente, pode ter sido um dos motivos). Também há que reconhecer o bom que fizeram pela cidade.
Não tive contacto directo com o grupo nos 8 anos que vivi em Viseu. No entanto conheço muitas pessoas que lá trabalham, e o que me contam muitas vezes são histórias de precariedade no trabalho, em que entre outras coisas fazem circular os trabalhadores entre várias empresas do grupo de modo a não vincularem com nenhuma delas. Quando se é o maior empregador da cidade e não havendo muitas alternativas, certas coisas são fáceis…


