Archive for the ‘Uncategorized’ Category
Chrome OS
A Google anunciou o Chrome OS, um sistema operativo simples apenas para aceder à web.
A ideia agrada-me. Como dizem num dos vídeos, em alguns casos as pessoas apenas usam o browser, e se não tiverem internet nem sequer ligam o computador. Isto é o padrão de uso de muitas pessoas que conheço. Única excepção: Office, mas porque não conhecem o Google Docs, porque o que fazem seria perfeitamente comportável pelo Google Docs. Outra excepção: anti-vírus, anti-spyware, firewall e os spyware e worms, mas aqui ficamos a ganhar.
A ideia agrada-me. É o computador como electrodoméstico a alimentar-se apenas da web. Zero de manutenção, muito pouco de configuração. O pouco que se destina a fazer, deve fazê-lo bem. E pelo facto de correr Webkit, é um grande win. Tudo o que tire market share ao IE é positivo, mesmo que seja belzebu a lançar um browser novo.
Para quem quer correr a tralha toda habitual, procure noutro lado. Não é para isso que se destina este OS. As pessoas não têm pouca necessidade de apps locais se as versões web funcionarem bem. Ver o caso do email: conheço pessoas que mesmo conhecendo clientes de email locais, preferem o interface do GMail. Idem para leitores de RSS. Com o Youtube deixou de ser tão necessário ter player locais, mais a confusão de codecs, para ver um vídeo recebido por email. A vida das pessoas que não vivem para os computadores centra-se na web há muito tempo, e este OS posiciona-se para ser o motor de um segundo computador. Para muitos funcioará bem também como computador primário. Que interessa ter as fotos catalogadas no computador, com backups, se servem apenas para alimentar o Facebook?
A questão de ter o Google a lançar isto é também positiva. É uma marca forte, em que as pessoas confiam e de que gostam. Ao contrário do que tentam fazer Gnome e KDE, não tentam imitar o Windows ou o OSX, evitando o problema do uncanny valley.
Penso que a Microsoft tem motivos para ter medo. A Apple tem alguns, mas menos: posicionam-se num segmento de mercado mais alto, além de já terem algo semelhante (o iPhone OS). Será que a haver resposta da Apple, será o afamado iTablet?
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Administração local e o email, essa nova tecnologia
Há duas semanas enviei um email para a Junta de Freguesia de Sacavém um email sobre a recolha de lixos no sítio onde vivo. Enviei o mesmo email para o SMAS de Loures, assim como para o todos os sítios que me pareceram estar relacionadas com o assunto.
Basicamente, o lixo está a ser recolhido poucas vezes, o que deixa os contentores e ecopontos muitas vezes a transbordar. Já de si é mau, mas piora quando há vento e espalha algum do lixo pelas redondezas. Há umas semanas, a equipa de jardinagem que lá andava a tratar das zonas verdes apanhou todo o lixo espalhado e depositou-o perto dos contentores. Kudos para os jardineiros, mas parece que este trabalho foi em vão porque passaram semanas e o lixo continua no mesmo monte, no chão. O lixo mais leve já se voltou a espalhar, e se não for recolhido em breve voltará tudo à estaca zero.
Só hoje, 2 semanas depois de os ter enviado, tive algum feedback, e foi apenas um forward do email enviado para a JF para o SMAS. Do SMAS e da câmara, nickles!
Como aconteceu noutras situações em que tive que contactas com estas entidades, quando a resposta vier daqui a 2 meses, será num bonito documento de Word em anexo no email, embrulhado em legalês, indecifrável sem intérprete.
Entretanto, o problema deixará de existir até que os jardineiros lá voltem para repetir o trabalho.
Se calhar isto faz parte do plano de Natal. Nada como passar o Natal e ver os plátanos, palmeiras e outras árvores alegremente enfeitados com fraldas usadas, frascos de detergente, iogurtes com bifidus e espinhas de peixe.
Retorno a casa
Fui hoje buscar o 3GS à Action Store, e além de voltar com os mesmos dois defeitos com que foi, trouxe uns riscos na parte traseira.
No relatório de “reparação”, vinha “actualização de software, restauro, testes ok”. Resposta tipo chapa 5: o software já foi com o 3.0.1 e não há à data actualização possível e o restauro foi de quê exactamente? Quanto aos “testes ok”, se lessem a descrição da avaria poderiam ver que “testes não ok”.
O telefone veio comigo, que outra reparação destas para ficar sem o telefone 5 dias para nada, não obrigado. Mas ficou lá reclamação.
iPhone isto e iPhone aquilo, é diferente e não se pode fazer da mesma forma e o camandro. Mas esta gente pensa que está a vender o menino Jesus? É um telefone, raios partam!
No entanto kudos para o estacionamento de bicicletas à porta.
Lua
Incrível o que fizeram com esta lata velha há 40 anos. Uma autêntica peça de museu…
Ainda não há planos para lá voltar, mas podemos ir planeando a estadia.
Os planos
Deve ser da hora tardia a que dediquei o exercício, mas depois de uns minutos a comparar tabelas, não percebi se compensa mudar o meu plano da Vodafone para um dos planos actualizados.
Gostava que na próxima actualização reduzissem os asteriscos, aumentassem a letra miudinha e as coisas fizessem sentido. Prefiro a comodidade de um pós-pago, mas chateia-me o pacto com o diabo quase é preciso fazer para compreender as coisas, quando comparadas com um pré-pago.
Já lá vão uns anos, mas a operadora Amena em Espanha tinha um bom modelo: as chamadas custam $X, e podes pagá-las em pré-pago ou assinatura. Sem mais coisas mixurucas.
Paranóias
Por causa de alguém que não se quis dar ao trabalho de ir por ao balde do lixo um saco de papel, encerraram a estação do Campo Grande, e por arrasto as duas linhas de metro que serve esta estação.
Suponho que poderia ter sido uma bomba.
Mas por outro lado, suponho que também poderia ter sido um par de botas, um livro sobre Cobol ou um pack de 6 latas de Coca-Cola que alguém se deixou cair enquanto corria para o metro.
Que paranóia. Com isto demorei um tempão a chegar a casa. No Campo Pequeno, onde terminava na altura a linha amarela, havia uma fila de uns 200m para uma paragem de autocarros.
Boo!
gibiti
Estive ontem a brincar com o GarageBand e o meu teclado da M-Audio, que estava ali guardado no armário há já algum tempo.
Saíu-me esta amostra de música. Hoje limitei-me a organizei um pouco as coisas e a gerar o MP3.
Sobre o GB, tem piada, mas parece-me um bocado limitado. Parece-me que faltam coisas simples, principalmente a nível de atralhos com o teclado. Ou isso ou sou eu, que estou habituado a trackers em que se faz tudo com o teclado. A dependência do rato foi uma das coisas que nunca me agradou muito no FastTracker. Não quero recomeçar uma flamewar com 15 anos, mas o modelo do ScreamTracker (e mais tarde do Impulse) sempre foi melhor…
A Time Odyssey
Terminei hoje a leitura do Firstborn, o terceiro e último livro da série “A Time Odyssey” de Arthur C. Clarke e Stephen Baxter.
Adorei a trilogia. Li cada um dos livros como se não houvesse amanhã, o que tendo em conta a história, não foge muito à verdade.
A história tem algumas semelhanças com “A Space Odyssey” (a que pertencem 2001, 2010, 2069 e 3001 – também algures ali na estante), mas são muito ténues.
Não sei qual foi o peso de cada autor nesta trilogia. Algumas partes eram nitidamente Clarke, outras nem por isso, mas não menos interessantes. A próxima encomenda da Amazon deverá trazer alguma coisa de Baxter para ver como se porta a solo…
SAPO

Foi hoje o primeiro dia de uma nova etapa na minha vida profissional.
Entrei hoje para o SAPO, para a equipa de aplicações para plataformas móveis. É uma área que me interessa bastante, e só espero estar à altura do enorme desafio à minha frente.
Só lamento que esta mudança tenha implicado que a minha passagem pela DRI tenha sido tão curta, durando pouco mais de um mês. Espero que tenham compreendido.
Visabeira
Vinha na Visão desta semana um artigo sobre o colosso de Viseu que é a Visabeira. Têm, entre outras coisas, a discoteca The Day After, o centro comercial Palácio do Gelo e o Hotel Montebelo.
Para quem vive na cidade, é difícil não interagir com algo que lhes pertence, de uma forma ou de outra. Mesmo para quem vive no resto do país e estrangeiro, possivelmente já se cruzou com algo pertencente ao grupo.
Não tenho nada contra o grupo, e acho notável que tenham crescido da forma que o fizeram a partir de uma cidade que à partida não seria a mais fácil onde tal acontecesse (ou inversamente, pode ter sido um dos motivos). Também há que reconhecer o bom que fizeram pela cidade.
Não tive contacto directo com o grupo nos 8 anos que vivi em Viseu. No entanto conheço muitas pessoas que lá trabalham, e o que me contam muitas vezes são histórias de precariedade no trabalho, em que entre outras coisas fazem circular os trabalhadores entre várias empresas do grupo de modo a não vincularem com nenhuma delas. Quando se é o maior empregador da cidade e não havendo muitas alternativas, certas coisas são fáceis…

