O Casório
Como alguns de vocês sabem, casei-me há umas semanas. Não me vou alongar muito com a minha vida pessoal, mas apetece-me documentar algumas coisas que fizemos. Em muitos aspectos foi um casamento DIY, em vez de fazer as coisas habituais andar só porque são habituais, e achamos que correu tudo bem.
Começando pelos convites: tornámo-nos clientes do Moo.com. Somos um bocado fanáticos pelas viagens, pelo que achámos apropriado fazer os convites na forma de postal. Faz-se o upload das fotos, escolhe-se o texto (data, local, etc) e 2 semanas depois tínhamos o pack de postais. Uma ida ao Staples comprar uns envelopes todos giros, e estavam prontos a entregar aos convidados. Aproveitámos e fizemos também pelo moo.com uns pequenos cartões para juntar às lembranças que fizemos e entregámos no fim do casamento.
O local onde se fez o casamento (civil) e boda foi o Cais do Moliço em Vagos. Um sítio simpático que fica ali mesmo ao lado de um canal da ria de Aveiro. Queríamos uma coisa pequena e , convidámos apenas familia próxima e uns poucos amigos de infância. Alguns amigos que haviam dado o pontapé de saída para este casamento, há já quase 10 anos.
Fotografias: prescindimos do fotógrafo e pedimos às pessoas que levassem as suas máquinas digitais. A maior parte das máquinas hoje em dia é boa q.b., pelo que o que se perde em qualidade, ganha-se em quantidade e pelo toque pessoal. É completamente diferente ter as fotos tiradas por alguém estranho ao meio ou tiradas pelo irmão, ou primo, ou tio do outro lado da mesa. No fim do casamento, antes de sair do restaurante saquei do meu Powerbook 12″ (que o meu irmão me levou, nesse dia não fui de mochila às costas) e juntei as fotos de todas as pessoas. Cerca de 3000 fotos, tiradas com 3 DSLRs, e cerca de 10 point-and-shoot. Ainda não fizemos a triagem e o álbum, mas planeamos fazê-lo nos próximos dias. Para a impressão do álbum, penso utilizar o iPhoto, com o hack da morada espanhola.
Núpcias, EUA. A costa leste de Norte a Sul. Depois de uns dias em NY apanhámos um carro e partimos em direcção a Miami. Algumas paragens pelo meio, como por exemplo Washington DC, onde revisitei o imponente Air and Space Museum do Smithsonian (já com a SpaceShipOne pendurada do tecto) e Savannah, cidade muito catita. Gostei muito de Miami e o sítio onde ficámos, o Bluemoon Hotel em South Beach, era bom e num sítio fenomenal. Perto da praia (ainda deu para tomar banho), no meio do Art Deco district. Na Florida fomos também a Key West e aos Everglades visitar os alligators (e andar de airboat é muito porreiro).
Durante a viagem, maioritariamente pela I95, impressionou-me o civismo no trânsito. Os limites de velocidade são baixos, as estradas são boas e os carros muito mais potentes, mas mesmo assim os limites cumpriam-se na maior parte do tempo, por todos. O trânsito era muito mais fluido, ocupando todas as faixas, mais ou menos à mesma velocidade, sem grandes ultrapassagens. Ia tudo sempre ali à volta da velocidade máxima, sem crises. Nunca vi daqueles energúmenos que cá começam a fazer sinais de luzes para nos desviarmos quando ainda estão a 2 Km de nós e/ou que se que encostam à nossa traseira.
O carro que usámos tinha rádio XM (por satélite), e fiquei fã. As mesmas estações de música sem anúncios durante toda a viagem, inúmeros canais de notícias, qualidade de som irrepreensível (para rádio), ausência de ruído ou quebras. Pena ainda não haver por cá.
Na viagem de regresso para cá, no 1º voo de Miami até Newark perdi uma das máquinas fotográficas que levei, o que foi uma chatice. Não pela máquina, que era uma point-and-shoot baratucha que comprei há uns meses, mas pelo cartão de 2Gb que tinha com muitas fotos. Continuo a ter muitas fotos na outra DSLR, mas mesmo assim foi uma pena. Muitas fotos únicas, perdidas para sempre. Para quem achar que os Norte-Americanos são muito eficientes, desenganem-se: o atendimento que tive nos perdidos e achados da American Airlines em Newark foi surreal. Só me apetecia dar um par de estalos à funcionária que me atendia pela sua extrema lentidão e falta de vontade de fazer fosse o que fosse. Foi um caso para contar da próxima vez que ouvir alguém queixar-se de que algo acontece de determinada forma (negativa) “só mesmo em Portugal”…
Apanhámos uma multidão em Miami à espera do Barack Obama. Pela minha “sondagem” informal (ie: os autocolantes nos pára-choques de apoio aos candidatos), o Mccain tem muitos mais apoiantes no sul. Quando mais a sul estava, mais eram os carros e casas decoradas com bandeiras de apoio a um ou a outro.
Para ligar para casa, usei o Skype a correr no meu Powerbook. Havia wi-fi gratuito em quase todo o lado, mesmo moteis de beira de estrada no meio de nenhures. A única chamada em roaming que vou pagar devo-o à Zon que achou bem vender-me qualquer inutilidade. Não dei tempo ao funcionário para dizer o que quer que fosse: já que ia pagar a chamada aproveitei o minuto para lhes chamar nomes e para pedir que não me liguem mais, sob nenhum pretexto.
Mais coisas? Visitei 3 Apple Stores, NY 5th, NY Soho e Miami Lincoln Rd: uma (a da 5th) intencionalmente, as outras porque ia a passar ao lado e resolvi entrar já que estava lá. Os tamanhos das copos nos restaurantes de fast-food são muito diferentes, um L dos nossos é um S lá, mas continua a ter demasiado gelo. As pessoas são regra geral simpáticas. O mar à volta das Keys é fantástico, mesmo que estejamos no meio de um temporal. Encontrámos o Jon Bon Jovi a passear em NY e tirámos foto com ele.
Resumindo, foi tudo bom. ![]()