Archive for the ‘Uncategorized’ Category
ZX Spectrum
Era miúdo quando li numa Reader’s Digest dos meus pais uma história de um programador.
Não me recordo do seu nome, nem porque tinha sido entrevistado, mas naquele dia o que me impressionou mais foi que a parte em que dizia que tinha feito o seu primeiro programa com 12 anos, exactamente a minha idade. Achei que seria interessante se também eu conseguisse por o computador a fazer algo comandado por mim, antes de fazer os 13 anos, mais ou menos daí a um mês.
Consegui.
O programa era uma coisa básica: algumas linhas em BASIC a imprimir no ecran os nomes, datas e tripulações das missões da NASA, informação que copiei de um livro de astronomia. A par das cassetes com os jogos piratados, também a minha carreira na programação começou com infracções ao copyright. Parecia magia fazer RUN e ver o o programa a correr. A partir daí nunca mais vi os jogos da mesma forma. Fazer o LOAD “” e esperar que um jogo carregasse tornou-se menos aliciante. Tal como os brinquedos que abria com a chave de fendas para saber como funcionavam, também tentar perceber como funcionavam os jogos transcendia o próprio jogo.
Não comecei com um 48K, mas com um +2A 128K, mas são detalhes sem importância. Aquele manual de 200 páginas foi a minha leitura na cama durante muitos meses, enquanto aprendia simultaneamente BASIC e Inglês. É um cliché, mas sem sombra de dúvida foi um dos livros mais importantes da minha vida.
Fez 30 anos que o 48K foi anunciado ao mundo. Obrigado.
Don’t make me think
“Todos os dias” é mais simples que “De segunda a domingo”.
“24 horas” é mais eficaz que “Das 00 às 24 horas”.
Limonada
Uma moda dos restaurantes de fast-food parece ser a limonada.
Acho que com a crise que se vive, aplica-se bem o ditado que diz “se a vida te dá limões, faz limonada”.
Gosto bastante, já faço há muitos anos em casa, mas merece-me dois reparos a que se faz por aí.
Primeiro, limonada não é sumo de limão. Muito limão e fica demasiado ácido, mesmo disfarçando com açúcar.
Segundo, pagar mais por um copo de limonada que por uma lata de coca-cola ou uma garrafa de água parece-me excessivo.
Dito isto, me gusta, mas a que continuo a beber mais é a que faço em casa.
A minha NASA TV

O que fazer com uma tarde sem muito para fazer, o arquivo de vídeos em HD da NASA TV e o Meo Kanal?
Algo como isto:
Where’s the social networking on Star Trek?
Cat Valente remarks on the old-fashionedness on display in Star Trek DS9, particularly in regard to what the characters do and don’t do with their free time, infinite bandwidth, extreme connectedness, and lack of scarcity.
Nobody sits around and plays Farmville. Nobody gets embroiled in a flame war concerning the portrayal of Klingons in human vids or just sits and watches vids with their feet up. Nope. The brave men and women of the future read (super old) books, talk to each other face to face, and even in their VR fantasies practice for things they will have to do in real life or, admittedly quite realistically, have space holosex. There is no WoW. There are no video games at all unless they are evil ones from Risa that will suck out your brains.
Because of this, and because of the lack of a social network, it is possible to be alone in the Star Trek world in a way which I would have to deliberately take action to achieve in my world. Even when we are alone, most of us check a number of communication vectors and leave them live–Twitter, email, text messages, Facebook, our blogs, Reddit, news feeds. We are a baby hivemind spinning our training wheels. To be alone as profoundly (to me) as Sisko, Kira, and the rest often are, I would have to make a decision to shut down all of those streams.
in kottke.org, Where’s the social networking on Star Trek?.
Os regateadores implacáveis
De vem em quando coloco coisas à venda nos sites de classificados, e por muito que escreva um parágrafo que diz “O preço é final, não estou interessado em outras ofertas”, lá aparece sempre alguém a regatear.
Hoje recebo um “Viva fasso [sic] lhe uma oferta de X euros em dinheiro.”, em que X é abaixo do valor que peço. Se por um lado não leu o texto do anúncio convenientemente, por outro como esperava pagar a não ser em dinheiro? Em galinhas e um presunto?
Pê-Hagá-Pê
Ao dizer em voz alta algo em inglês a outro português, não consigo dizer os acrónimos na mesma língua. Saem-me da boca as letras em português.
Idem para os números: falo muito bem até chegar ao primeiro número. Aí o modo de conversa muda para português e volta ao inglês terminado o número.
Não é muito grave. Se tiver que falar algo com alguém que não perceba português consigo manter o diálogo sempre em inglês, mas entre portugueses a coisa complica-se.
Bem, sejam meigos: isto é mais uma tentativa de reavivar o blog que outra coisa. A julgar por este post, só pode melhorar.
Plans for 2012
- Blog more.
- Spend less time dealing with negative people: on Facebook, on Twitter, blogs and real life.
- Travel.
- Choose some pet projects and do them.
- Do something cool at the next Codebits.
- In case the world ends in 2012, perhaps to make way for a hyperspace bypass, try to witness it from an awesome place. And don’t forget a towel.
We’ll see the rest as we go along.
Happy new year!
Nomes
Andamos nós a usar apenas o primeiro e último nome para depois nos ser impingido um nome de rua com 3
ou mais nomes.
Será que usar os 3 nomes é condição para um dia vir a ter uma rua com o meu nome?
Couch to 100Km
Tomei conhecimento há uns meses do C25K, um programa de treino para quem nunca correu.
Ao longo dos anos fui correndo, mas nunca muito nem de forma continuada. Parava ao fim de algum tempo porque não gostava muito: cansa, é chato e no início é desmotivador por ficar a arfar ao fim de 5 minutos. Mesmo assim decidi tentar.
Comecei há uns meses a fazer os treinos. Nas primeiras semanas a intercalar períodos de 1min de corrida com caminhada, aumentando gradualmente até se chegar à última semana em que são 30 minutos (+- 5km) de corrida sem parar.
Sobrevivi.
Usei uma app no iPhone para me ajudar nos treinos, com indicações de quando devia correr ou caminhar. Depois de terminar o programa, passei a usar exclusivamnte o Nike+ GPS, e o que mostra no dashboard é um motivo de orgulho. Pensei escrever este post quando passei os 100km, mas acabava por ter mais vontade de correr que de escrever sobre o correr…

A música é essencial. A minha “dieta” quando corro tem sido uns quantos Gigabytes de electronica capturados do stream da Groove Salad e da Tags Trip da SomaFM. Tenho que fazer uma doação, preciso de material fresco…
Com a minha velocidade não vou ganhar prémios, mas quem está a contar? É correr, mas não é uma corrida.