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Abort, retry, ignore?

Programming, Rant — Pedro Cardoso on December 19, 2007 at 10:37 pm

Não detestam quando estão a meio de um projecto e descobrem que já existe algo exactamente igual?

Porra! Sinto-me como se estivesse enfiado num laboratório a tentar inventar a pólvora e num momento de descanso vou à janela e vejo alguém a lançar foguetes.

(A)bort, (R)etry, (I)gnore?

Fónix!

Rant — Pedro Cardoso on December 13, 2007 at 9:01 pm

Com tudo a falar sobre o novo Phone-ix, para mim o verdadeiro “Fónix” dos CTT foi ter estado ontem 40 min numa estação de correios para enviar a porcaria de uma carta.

Já repararam como as estações se tornaram um bazar de inutilidades? Aquilo parece um armazém.

Ontem quando eu lá estava lá estiveram a arranjar espaço para mais um expositor de CDs, que colocaram (a custo) entre os postais a Unicef e o expositor rotativo de livros de astrologia.

Bem sei que tentam encaixar tudo lá dentro (para quando a venda de hortaliça?), mas aqui ficam algumas coisas que ainda faltam:

- espaço livre
- rapidez do serviço
- lugares sentados

Porque claro, não é nada confortável esperar 40min de pé no meio de uma floresta de expositores, rodeado de pessoas por todos os lados, nem ver as pessoas mais idosas a terem de se sentar nos expositores de canetas porque as 3 cadeiras ainda existentes já estavam ocupadas.

Vale-me o “Quando é que Jesus traz as costoletas” do George Carlin, disponível no expositor 3C, secção 2, 8º prateleira, que tenho lido atentamente de cada vez que lá vou enviar uma carta. A este ritmo hei-de consigo ler o livro sem pagar nada.

Multas de estacionamento

Portugal, Rant — Pedro Cardoso on December 12, 2007 at 5:59 pm

Veio-me hoje à cabeça ter sido multado em Barcelona há uns anos por falta de pagamento do estacionamento.

Ia aos correios fazer uma coisa rápida e (pensava eu) não ia demorar muito e não meti pesetas no parquímetro. Quando voltei tinha sido multado.

Como ainda lá andava o guarda, fui falar com ele. “No hi ha cap de problema” que a multa foi passada há menos de duas horas, disse ele. A multa trazia um envelope que podia ser usada para a pagar: bastava juntar uma senha do parquímetro de 500 pesetas e colocar na caixa de correio do próprio parquímetro.

Parece-me um sistema bastante mais simpático do que chegar ao carro e tê-lo ancorado a ferros, ou não ter carro por ter sido rebocado.

Não sei se ainda se usa este sistema por lá, mas sempre que penso nisso parece-me uma boa ideia.

A minha experiência com o dns.pt

Portugal, Rant — Pedro Cardoso on November 7, 2007 at 11:58 pm

Um familiar criou uma empresa e pediu-me para lhe tratar do registo de um domínio. Nada de complicado: queria o mail personalizado, basicamente.

Antes de me meter pelo .com, lembrei-me da liberalização do .pt e fui ver. Como a empresa foi criada pelo método “Empresa na hora”, o domínio até já tinha sido criado e pago por um ano. Porreiro!

O domínio estava criado mas não estava ainda alojado: apontava apenas para uma página temporária. Pensei eu de que seria apenas uma questão de entrar no sistema de gestão do domínio e apontar para o IP do alojamento onde tenho umas outras coisas e fazer mais um registo no “Google apps for your domain” para o (g)mail.

Errado! O serviço prestado pelo dns.pt é apenas o registo do domínio, não tratam de DNS. Tenho que colocar o domínio noutro nameserver para o poder configurar. Na gestão online posso configurar o nameserver primário e mais nada.

Ok, sou um nabo no assunto. As vezes que tive que tratar da gestão DNS de um domínio contam-se pelos dedos da mão de um serralheiro acidentado, mas safei-me sem problemas com os outros serviços do género que usei.

A FAQ tem mais informação sobre a burocracia do que outra coisa, pelo que se revelou inútil. O interface de gestão (para editar os contactos e o nameserver) é complicado de se usar e nada intuitivo, segregando as operações por perfis em que mudam as opções consoante o utilizador que acede.

Os mails que são respondidos vêm do “Serviço de gestão de domínios em .pt”, de forma anónima, em que as respostas parecem saídas directamente do livro dos templates, escritos num português demasiado formal, que se esquiva ao que pergunto de forma clara.

Que treta!

Pontos e Pontas

Rant — Pedro Cardoso on October 31, 2007 at 1:33 am

Sou cliente da Vodafone há alguns anos (o meu 1º telemóvel foi um Nokia 2110) e com isto acumulei alguns pontos para usar no Clube Viva.

E claro, como qualquer um destes programas de fidelização, só serve para quem gasta mesmo muito. Os pontos têm um prazo de validade de 2 anos, dizem-me, e com isto lá se vai a hipótese de um gajo normal comprar um telefone por lá. Só acumulando a longo prazo é que daria, mas nem isso. Para estes tipos um valor numa base de dados tem um prazo de validade.

O que andam estes gajos a usar para BD? Cada cliente é guardado num ficheiro dBase em disquetes de 5.25″ ao lado da TV do bar?

Vá lá, o cartão de pontos da BP sempre dá para uns gelados no McDonalds.

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