iPhone
Já falei aqui do que aconteceu quando comprei um iPhone à Vodafone.
Não aceitei que o telefone fosse novamente reparado. Não fizeram nada relativamente aos defeitos que relatei quando o entreguei para a reparação, ainda veio com uns pequenos riscos, pelo que não tenho confiança que sendo entregue para nova reparação as coisas não piorem ainda mais.
Como já disse, os defeitos que o telefone tem são pequenos, mas são defeitos. Se quisesse tolerar defeitos, não teria pago o que custa um iPhone e tinha poupado dinheiro e comprava outra coisa qualquer.
Recorri à Deco, que foi inútil. Recorri ao CACCL, que me marcou uma audiência, onde fui. Duvidava que me resolvessem o caso, mas o “não” eu já tinha, não podia piorar…Fui. Perdi quase 2h à espera e 10 euros em taxis para cada lado.
Entrei na sala na expectativa do que poderia sair de lá, e demorei a atingir, mas assim que o douto juiz começou a falar veio-me logo cabeça as sábias aqui da Jonas assim que o viu sobre o seu caso com a Ensitel.
Falava de forma agressiva, como se estivesse irritado. Devia ser jurista, a representante da Vodafone também, pelo que me senti como carne para canhão. Os meus argumentos de que já havia sido reparado não serviam de nada: teria que ser reparado novamente e mais nada.
A representante da Vodafone disse que normalmente os telefones que vendem podem ser devolvidos/trocados nos 14 dias após a compra, excepto o iPhone (wtf?). Isto não está na lei, a lei não estabelece este tipo de prazos, a não ser em caso de avaria, mas como estratégia comercial a maior parte dos vendedores optam por dar um prazo adicional como aliciante, mas não são obrigadas a isso.
Qualquer réstia de esperança que eu tinha caiu por terra assim que o excelso senhor disse que era contra este tipo de coisas. Trocar era mau, mas devolver o dinheiro era coisa do demo, e era definitivamente contra uma pessoa “mudar de ideias”. Aí calei-me e deixei as coisas terminarem. Queria era sair dali e voltar ao trabalho que se fazia tarde. Ficou em acta a minha resposta “vou pensar nisso”, tal e qual, à sentença que deveria deixar reparar novamente o telefone.
Pensei na opção que me deram, e não me apetece ficar novamente sem telefone durante uma semana, ficar igual e arriscar a que fique com mais danos dos que já tem. Se ganhar algum dano, pelo menos que seja eu a colocá-lo.
Outra coisa que aprendi, foi a não comprar NADA sem que tenha 30 dias para devolver, ainda que o excelentíssimo senhor não goste ou que tenha que pagar mais por isso. Nem que compre à distância: aí a lei prevê um prazo de troca “no questions asked”.
Naquele dia a TVI estava fazer uma reportagem sobre o CCACL, e foi uma pena não terem filmado a nossa sessão (a Vodafone não autorizou). Gostava de ter ficado com um recuerdo.
Gostei do post. Quero só alertar que mesmo a distancia a Apple só aceita devoluções desde que não seja quebrado o selo. O que quer dizer que não foi aberto e usado. Ou seja, não há maneira de nos protejermos. Até acaba por ser mais seguro comprar em segunda mão. De qualquer forma, no meu caso também tinha pequeno defeito e substituiram o iPhone sem perguntas. Mas foi na Optimus.
Cap
17 Jan 10 at 11:06 pm
A Lei não obriga à troca nos 14 dias. Isso só é aplicável se a compra foi “à distância”.
Qual(quais) os problemas do iPhone?
To Cap. A Apple não faz Lei em Portugal (nem em lado nenhum). Tem (tal como todos os outros) de respeitar as Leis locais.
As devoluções estão legisladas. Se estiver no definido para devolver, têm de aceitar.
kincas
18 Jan 10 at 12:20 pm
Não sei a lei não obriga ao período de reflexão de 14 dias, mas no caso de haver defeito, sim, obriga.
No meu caso, uns pixeis em branco no canto do ecrã e o botão do volume não estava nas melhores condições. Quase imperceptível, são os priores casos, porque são aqueles que o vendedor pode tentar minimizar…
Cap
18 Jan 10 at 12:50 pm
Leia o Dec. Lei 84/2008
kincas
18 Jan 10 at 2:38 pm