Os EUA ligaram…
…e querem os seus (estúpidos) tarifários de volta.
Canso-me de ver comentários e leituras catastrofistas de Portugal e dos portugueses.
A sério, canso-me. Tenho a minha dose de queixas, mas não somos um país do terceiro mundo, nem somos os únicos a actuar de forma parva. Desiludam-se: não temos o exclusivo da parvoíce no mundo… Temos umas ovelhas ranhosas, e depois? Vamos abater o rebanho todo?
Há problemas com os camionistas em Portugal? Pois há, mas também os há em Espanha e França pelo mesmo motivo e o modo de actuação é semelhante.
Um dos problemas é que os media nacionais não dão a importância aos problemas miúdos do que se passa nos outros países. É compreensível: são meios de comunicação portugueses, as tricas e os problemas correntes dos outros países não interessam, só quando um acontecimento estrangeiro é importante ou assume maiores proporções é que fica retido no crivo e sai na edição do dia seguinte.
Vejam um noticiário de outro país, leiam jornais estrangeiros (mas não vale comparar o 24 Horas com o El País) e vejam se os problemas desaparecem. Se os estrangeiros fazem sempre tudo bem. Se os outros países estão menos condenados que nós. Se a galinha da vizinha sempre é melhor que a minha.
O campeonato europeu começa hoje, mas eu só soube ontem.
Com tanto ruído na comunicação social sobre o evento já há muito que estava insensibilizado para os enche-chouriços que passam nos noticiários.
Salvei da lixeira um mono que tinha aqui em casa.
Até decidir o que se havia de fazer com ele, guardei na arrecadação um pequeno sofá velhote que sobrou desde que mobilámos a casa. Embora seja membro há bastante tempo, mais como voyer, do Freecycle Lisboa, uma ramificação local de uma rede mundial de troca de bens, resolvi colocar um anúncio a ver se alguém estava interessado em ficar com ele A procura foi boa, tive cerca de 10 pessoas interessadas, e há instantes entreguei-o a uma delas.
Seguramente que vai ser mais útil que estar a apanhar pó na arrecadação, ou fazer monte em mais uma lixeira. Ainda estava em bom estado, e ficou de lado apenas porque era demasiado pequeno.
Na rede há anúncios de ofertas e procuras de bens, mas em ambos os casos o serviço deve ser gratuito: quem oferece algo não pode cobrar por nada. Pensem nisto como um eBay a custo zero. Encontram-se bastante coisas, algumas úteis, outras nem por isso, mas o lixo de uns é um tesouro para outros, não é? Nem que seja para peças para reparar outra coisa.
Tentem! Há grupos locais um pouco por toda a parte.

Já está disponível para download a primeira versão beta do Versions.app, um cliente de Subversion para Mac.
Muito bom aspecto, tanto o site como a aplicação, e vamos lá ver como se porta.
Tenho usado o Mercurial (hg) há uns meses, mas vamos lá “regredir” ao SVN para testar a coisa.
Update: O Gruber já comentou o programa. E não o disse antes, mas é software nacional. Foi-me dado a conhecer há cerca de um ano por um amigo (Olá Pedro L.) que conhece o programador João Pavão da Picodev. Hoje vim a descobrir que trabalho com uma familiar do programador, que como sabia que usava Macs me enviou o link. O mundo é pequeno…