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A web

CSS — Pedro Cardoso on March 30, 2008 at 3:10 am

Aqui vão algumas notas soltas sobre a web a um nível técnico.

Coisas que vejo no dia a dia no trabalho ou vou vendo nos sites que visito (claro que vou cuscar o source). Alguns problemas fundamentais, outros detalhes menores, mas que se podem encontrar sem ser preciso procurar muito.

Sem pretender ofender o trabalho de ninguém que também tenho a minha quota de azelhices (podem começar neste blog) e uma pessoa vai aprendendo com o tempo, não é verdade?

Inicialmente este texto era focado naquilo que se faz em Portugal, mas cedo abandonei a ideia. Há por aí HTML+CSS com muita qualidade a ser debitado por portugueses e também muita asneira feita por estrangeiros. Nem todos os bifes são o [http://en.wikipedia.org/wiki/Zeldman](Jeffrey_Zeldman) assim como nem todos os portugueses são o Chico que vende sites feitos no Frontpage.

#### HTML

- As tabelas continuam vivas e de saúde, infelizmente. Os velhos hábitos custam a morrer mesmo com soluções melhores. Há efeitos que é complicado fazer sem tabelas (alinhamentos verticais, por exemplo), mas não há desculpa para ainda se usar tabelas.
- Atributos das tags não delimitados, estruturas inválidas (elementos block dentro de elementos inline).
- Divitis: Quando o DIV é a resposta para todos os problemas, a pergunta não foi compreendida.

#### CSS

- Usa-se CSS, mas mal. Muitas vezes apenas para FAC (Fonts And Colors), ou corre-se tudo a DIVs com classes de nome “bold”, “titulo”, “link”.
- Não é necessário definir para todas as tags o font-family/font-size. Define-se uma vez para o body e basta para a maior parte das situações. Pelo menos façam uma regra “p, div, span, a, table, td, th” para aplicar num único sítio a fonte predominante em vez de repetir as propriedades da fonte para cada tag/id/classe.
- Selectores de contexto. Em vez de definir que os links dentro de um determinado elemento têm uma determinada formatação, corre-se tudo com classes e IDs compostos (a.sidebarContentGroupLink {}). O IE é muito mau, mas pelo menos compreende selectores de contexto simples (para o exemplo anterior, algo como #sidebar .group a {} ).
- IDs repetidos (hint: é para isso que as classes existem).

#### Flash

- Recurso a Flash e Javascript para coisas simples como menus e links de navegação, quando não mesmo para sites inteiros.
- Scrolling do conteúdo feito em Flash, cada qual com a sua implementação, usualmente avariada, em que as coisas não funcionam como se esperam normalmente.

#### Javascript

- Javascript da idade da pedra. window.layers, document.nomedoform.field, doc.write() em XHTML. O Google é vosso amigo, mas neste tema afastem-se dos primeiros resultados da pesquisa, a não ser que sejam um link para o [http://www.jquery.com](jQuery). :)
- Tal como indicado para Flash, as inúmeras macaquices que se vêem com o scrolling do conteúdo em Javascript, que não funciona, ou não funciona de forma intuitiva ou com lacunas (não suportar scrolling com a roda do rato, por exemplo).

#### Vários

- Frames! Argh!!!
- Confusão com o encoding dos caracteres. Envia-se latin1 quando o o header ou a metatag indicam UTF-8. Strings que são processadas por funções que não compreendem as sequências UTF-8 e e mutilam caracteres (hint: em php usar as funções mb_* em vez das simples como o substr, strlen, etc).
- site.com deve ir ter ao mesmo sítio que www.site.com. Acontece mais vezes do que julgam.
- Usar XHTML por tudo e por nada, sem se perceber o que se ganha em relação ao HTML4.
- Há várias tags que não são muito utilizadas mas são importantes. Label, optgroup, fieldset+legend, até mesmo os h1..h6.
- Não se usam [sprites](http://www.alistapart.com/articles/sprites). Continua-a a recorer ao velho script de pre-load de imagens (copiado do *I feel lucky* do Google…), ou deixa-se o utilizador esperar o carregamento da imagem do menu quando passa o rato por cima.
- UPDATE: em páginas com mais do que um formulário, carregar em Enter após se preencher os dados faz o submit do formulário errado, normalmente o primeiro da página.

1 minuto de silêncio

Uncategorized — Pedro Cardoso on March 19, 2008 at 3:26 pm

Arthur C. Clarke faleceu ontem.

Será que os satélites geo-estacionários vão fazer um minuto de silêncio em sua homenagem?

Um olho no burro, outro na Netcabo

Portugal — Pedro Cardoso on March 18, 2008 at 8:10 pm

Há cerca de um ano mudei de casa e coloquei telefone fixo da PT. Só o fiz porque era condição essencial para activar o sistema de domótica. Torci o nariz inicialmente, mas como não pagava os primeiros 2 ou 3 meses acedi e pensei que assim que a domótica estivesse a funcionar ou houvesse alternativa cancelava ou mudava.

Uns meses depois apareceu o serviço ADSL da Vodafone. Pareceu-me uma boa alternativa à PT, especialmente com a promoção de 10 euros/mês nos primeiros meses, e embora já estivesse servido de internet pela Netcabo, resolvi mudar. Primeiro problema: tinha um ano de fidelização na Netcabo até Março deste ano. Fiz as contas e ficava mais barato manter a Netcabo e não a usar durante estes últimos meses de fidelização do que deixar passar a oportunidade da Vodafone. Assim fiz, e tive a casa dual-homed durante uns meses. :) Ao modem da Netcabo liguei-lhe apenas o AP da Fon e sempre teve uns Kb de uso.

Há uns dias mandei um fax para a Netcabo a cancelar o contrato, uma vez que a fidelização está a terminar.

Hoje ligaram-me do serviço de manutenção de clientes, ou lá o que se chama para me tentar oferece um desconto vitalício de 8 euros. No serviço de 16Mb que me propuseram para desistir dos 12Mb da Vodafone, o preço descia dos 35 euros para uns 24 ou algo assim.

Recusei, obviamente. Além de ter outra fidelização à perna, não quero negociar assim. Disse à menina que me recusoa negociar desta forma. Comparo os preços que são anunciados às claras para tomar as minhas decisões. Não quero negociar com base em valores que me fornecem pela porta do cavalo e a que só tenho acesso quando lhes viro as costas. Se quisesse regatear tinha ido a uma feira.

Isto não será de reportar à Autoridade da Concorrência?

Aqui fica a nota para quem quiser reduzir o valor da mensalidade.Se não têm alternativas, façam bluff. Se tiverem alternativas, mudem mesmo de operador.

Este tipo de atitudes são inadmissíveis.

Harry Potter

Books — Pedro Cardoso on March 5, 2008 at 6:50 pm

A opinião de Steven D. Levitt, um dos autores do Freakonomics, sobre a série do Harry Potter.

Partilho o sentimento de vazio que ele diz sentir ao acabar o último livro, mas a vida continua. Há resmas de livros bons para ler. Literalmente: um conhecido meu sacou o PDF da net e leu o Código De Da Vinci às custas das resmas de papel de um ministério onde estagiou.

Entrei na “irmandade” tinha saído o 3º livro há pouco tempo. Comprei o primeiro livro por acaso: no fim do meu Erasmus em Barcelona fui à Fnac da Plaça da Catalunya comprar uns livros em català para trazer para Portugal e foi um dos que trouxe. Devorei-o em dias, à custa de muitas horas de sono perdidas, e li os restantes em português e inglês, consoante o que havia.

Link

Cable serial-killer

Uncategorized — Pedro Cardoso on March 5, 2008 at 10:37 am

Alguém sabe de alguma mezinha para poupar os cabos dos momentos de fúria de um gato?

Já meti pimenta nos vasos para a areia ficar no vaso (e resultou), mas os cabos que lhe aparecem à frente são trucidados.

É que já tenho para emendar 2 carregadores de Nokia e um do iPhone e gostava que o killing-spree acabasse por aqui.

Alguém sabe de uma solução simples? Ir a um psicólogo de gatos porque obviamente isto é um sintoma de algo maior?

Obrigato.

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