9/11
Faz amanhã 6 anos que estava por casa a estudar para os exames de Setembro.
Enquanto não chegavam o grupo de colegas com quem estudava fiz o que qualquer geek que se preze: fui matar tempo no Slashdot e deparei-me com este artigo. O resto da tarde foi passado em frente à televisão e a ler os comentários que iam aparecendo no Slashdot, alguns de pessoas que estavam lá. Tinha visitado uma das torres uns anos antes, e por isso tudo aquilo ainda me parecia mais terrível.
Na altura tinha marcada uma viagem para o fim de Setembro a Charlotte, NC. Teve que ser adiada um par de semanas devido ao encerramento do espaço aéreo norte-americano que fez atrasar todos os voos. Na ida, ao fazer escala em New Jersey, dava para ver o buraco na paisagem. Ainda dá, obviamente, mas na altura ainda era uma cratera fumegante a que o mundo assistia incrédulo.
A aparato que se instalou no aeroporto de Lisboa na altura veio para ficar: forças especiais com metralhadoras à porta, não deixavam estacionar o carro e só entravam para o terminal pessoas munidas de bilhete.
Diluiu-se o aparato desses dias mas ficou o espírito. Desde então o terrorismo é o trunfo que se joga para justificar tudo. Para impedir as pessoas de levarem uma simples garrafa de água de casa, um corta-unhas, a pasta dos dentes se maior que 100ml. Até a pirataria já foi associada ao terrorismo. De cada vez que responderem “sim, quero” à cigana que vos aborta no café para vender o último Spiderman, as royalties vão para o bin Laden.